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quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Aliança Evangélica nasce como "movimento"


Cerca de 230 pessoas participaram da fundação da Aliança Cristã Evangélica Brasileira, na Catedral Metodista, em São Paulo (SP), no dia 30 de novembro. O programa começou às 8 horas com um café da manhã e terminou às 8 da noite com o culto de celebração e a Santa Ceia. Durante todo o dia, o tempo foi compartilhado com cânticos, reflexões bíblicas, resgates históricos, testemunhos e diversos momentos de oração.

Novo modelo
Levantando sua principal bandeira – a unidade da igreja -, a Aliança nasce sem CNPJ e com uma estrutura organizacional mais leve. Assim opta, pelo menos no início, por uma identidade de "movimento" e não de "instituição". Essa decisão gerou um debate caloroso no período da tarde. Alguns acreditavam que a aliança deveria assumir sua identidade institucional com mais coragem; outros defendiam uma cautela estratégica no começo da caminhada. Para um dos líderes da Aliança, o pastor e teólogo luterano Valdir Steuernagel, isso só evidencia que há um anseio intenso de se iniciar logo um movimento de unidade. Ao falar sobre o desafio de ir a todas as regiões do país, Steuernagel defendeu a identidade da aliança. “Esta aliança não é só para igrejas históricas, nem para grupos já existentes. Não podemos nascer como um movimento de classe média, mas sim um movimento a serviço da obra de Deus. A construção da relação é mais importante no início do que a afirmação dogmática. A relação nos purifica”. Sobre o poder de representatividade que a aliança deve ter, Welinton Pereira, pastor metodista e integrante do grupo de trabalho, também foi cauteloso: “antes de construir a representação pública do movimento, devemos ter organicidade”. Fabrício Cunha, pastor de juventude da Igreja Batista de Água Branca (SP), acha que “a tentação por representatividade traz o risco da perda de identidade”.

O sentimento de alegria com a fundação da aliança não escondeu um certo temor em repetir erros. “Existe sensibilidade quanto aos erros do passado”, disse Walter McAlister, bispo da Igreja Cristã de Nova Vida e integrante do recém-criado Conselho Geral da entidade. Nas falas de muitos percebe-se uma forte preocupação de se formar uma liderança menos personalista e mais plural. “A horizontalidade do movimento vai nos prevenir das falhas do passado”, diz Durvalina Bezerra, diretora do Seminário Betel Brasileiro. Já o pastor Key Yuasa, da Igreja Holiness, enfatizou em sua exposição bíblica sobre a igreja de Corinto que “não devemos idolatrar nem igrejas nem pessoas. A igreja de Corinto não era perfeita. Idolatrar pessoas destrói a igreja. Quando perdemos esse foco, nós contribuímos para a divisão da igreja”, disse.

Honrando a história
Logo no início da manhã, o bispo anglicano Robinson Cavalcanti lembrou a caminhada histórica dos evangélicos em busca da unidade no século 20, a quem chamou de “tijolos vivos”. Falando sobre o “caos da comunidade evangélica brasileira”, ele aconselhou que a aliança “tem de ser modesta, mas não se intimidar”. O pastor Ariovaldo Ramos, descrevendo a igreja primitiva em Atos, disse que “o Espírito Santo trouxe Deus para dentro dos discípulos e quebrou a última maldição da queda: a confusão das línguas com a torre de Babel. O Espírito fez os homens se entenderem de novo e traduziu Deus para os homens, e os homens para os homens. É nessa unidade que aprendemos a respeito de Deus e do próximo. A vocação da igreja está em se ajuntar, comungar, ter tudo em comum”. Já Steuernagel enfatizou que “não estamos criando nada novo. Estamos em uma nova gestação para responder ao desafio histórico da nossa geração”.

Enquanto honravam o passado, os presentes na cerimônia de fundação da aliança também vislumbravam um futuro melhor na caminhada conjunta. “Jesus não pode voltar se antes não nos unirmos”, disse, emocionado e espontaneamente, Albertino da Silva, de São Vicente (SP). “Temos esperança de que dê certo”, afirmou Silas Tostes, presidente da Associação de Missões Transculturais Brasileiras. “Que essa aliança fortaleça a igreja no Brasil e o evangelicalismo no mundo. Estou entusiasmado com a perspectiva do que vai acontecer e pelo valor dado à oração aqui”, ressaltou Gordon Showell-Rogers, representante da Aliança Evangélica Mundial (World Evangelical Alliance), organização presente em 128 países.

Até 1964, por mais de três décadas, a Confederação Evangélica Brasileira (CEB) fez o papel de unir e realizar projetos em comum com as igrejas evangélicas de sua época. Após um longo período, fundou-se em 1991 a Associação Evangélica Brasileira (AEVB), que por uma década se constituiu num esforço quanto à unidade de setores evangélicos no Brasil.

As conversas para o início de uma nova aliança evangélica começaram em 2009. Deste então, foram feitas várias reuniões “de escuta”, com o objetivo de ouvir líderes evangélicos em diversas cidades do Brasil, como São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte MG), Recife (PE), Fortaleza (CE) e Brasília (DF).

Nova estrutura
A aliança será liderada por um Conselho Geral. A execução das ações estará a cargo de um grupo coordenador e de um secretário executivo. Além destes, a aliança terá a figura dos “embaixadores” – pessoas dispostas a divulgá-la em todo o Brasil – e o Conselho de Referência, que conta com líderes cristãos de credibilidade nacional.

Os presentes na cerimônia ajudaram a escolher quem fará parte do Conselho Geral da Aliança e a definir o conteúdo da “Carta de Princípios e Diretrizes” – um documento de sete páginas que foi construído de forma plural ao longo de quase dois anos. Tal documento descreve a visão, a missão, os objetivos e a estrutura do grupo.

A cerimônia de fundação da Aliança Cristã Evangélica Brasileira foi encerrada com um culto intitulado “Unidade em Cristo para cumprimento da Missão de Deus sob a direção do Espírito Santo”. O culto foi participativo, e contou com momentos de oração, cânticos, confissões, exposições bíblicas e a santa ceia. No sermão final, Valdir Steuernagel convidou os presentes a “irmos juntos, unidos na adoração, no testemunho, no serviço, na oração por nossa própria unidade, pela graça de Deus para que a Palavra de Deus seja o nosso rumo, o Espírito de Deus seja o nosso guia e os irmãos e irmãs sejam nossa companhia no objetivo de, juntos, dizermos que a salvação pertence ao nosso Deus”.
 

sábado, 10 de abril de 2010

A Trindade




A Trindade
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Quando Jesus se apresentou como o Messias, Deus encarnado, criou um grande escândalo. Embora judeus e cristãos adorassem ao mesmo Deus, os judeus não-cristãos não aceitavam que o Deus do Antigo Testamento fosse qualquer coisa além de uma única pessoa divina. Aí vem Jesus e afirma que ele também é pessoa divina, e ainda fala do Espírito Santo como uma terceira pessoa divina...A crise foi geral.
 Foi Jesus quem falou do Deus Trino. Ou seja, não havia três Deus, mas um só Deus. Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo eram três pessoas divinas que formavam pela comunhão e mutualidade um só Deus.
 Os cristãos, é importante ressaltar, não deixaram de ser monoteístas (crentes na existência de um só Deus vivo e verdadeiro, adoradores de um só Deus), mas creram em Jesus e nos seus ensinamentos. Os cristãos confessavam ser monoteístas, mas era um monoteismo trinitário (três em um). Ou seja, acreditavam num único Deus; mas esse único Deus era uma comunidade formada por 3 pessoas divinas: Pai, Filho e Espírito Santo.
 João Wesley, pastor fundador da Igreja Metodista, teólogo e um dos grandes avivalistas do século XVIII, dizia sobre a Trindade: "Há três que dão testemunho no céu; e esses três são um; creio também neste fato... Que Deus é três em um. O modo pelo qual ele é três e ao mesmo tempo um, não compreendo... mas nesse modo está o mistério de Deus". E também: "Não seria um absurdo negar o fato porque não entendo o modo?".
A tarefa da teologia:pensar a fé.
Na medida em que o movimento cristão crescia e alcançava o mundo greco-romano (gentílico), foi sendo necessário explicar e explicitar essa fé trinitária: como três pessoas divinas podem ser um único Deus? Começaram a surgir muitas explicações (teologias) e algumas delas negavam a divindade de Jesus e do Espírito Santo e outras eram contraditórias com o que o texto Bíblico ensinava.
O gnosticismo negava que Jesus fosse humano. O arianismo afirmava que Jesus não era eterno, não era igual a Deus e era um ser criado por Deus. O adocionismo afirmava que Jesus era um homem que foi adotado como Filho por Deus durante o seu batismo. O nestorianismo afirma que Jesus numa hora era Deus e noutro era homem... e por aí vai.. Todas essas explicações foram consideradas não verdadeiras com o ensino de Jesus e foram condenadas como heréticas pelos Concílios Ecumênicos.
A trindade no Novo Testamento
Em lugar nenhum da Bíblia existe a palavra Trindade ou a expressão "Deus Trino". O que existe é Jesus e os seus seguidores falando de um único Deus formado por três pessoas divinas e falando das pessoas divinas com seus atributos divinos.
Como exemplo, alguns poucos textos bíblicos:



 

"...Jesus, saiu logo da água... e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre Ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: este é o meu Filho Amado..." (Mt 3:16-17).
 "E eu (Jesus) rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador" (Jo 14:16). "...mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito" (Jo 14:26)
 Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Mateus11:27 


 "...Jesus, saiu logo da água... e viu o Espírito de Deus descendo como pomba, vindo sobre Ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: este é o meu Filho Amado..." (Mt 3:16-17).
 "E eu (Jesus) rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador" (Jo 14:16). "...mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito" (Jo 14:26)
 Tudo me foi entregue por meu Pai. Ninguém conhece o Filho, senão o Pai; e ninguém conhece o Pai, senão o Filho e aquele a quem o Filho o quiser revelar. Mateus 11:27
A Trindade para os Metodistas
Como sabemos, o Metodismo foi um movimento de cunho espiritual que desejava uma reforma na Igreja Anglicana do século XVIII. Tal qual aconteceu com o cristianismo dentro do judaísmo, o metodismo foi perseguido e expulso de dentro da Igreja Anglicana, tornando-se assim uma Igreja autônoma. João Wesley, o fundador do movimento metodista, condensou os artigos de fé da Igreja Anglicana, redigindo os 25 artigos de Fé do Metodismo, uma das bases doutrinárias da fé metodista. Os quatro primeiros dos 25 Artigos de Religião do metodismo histórico, que abordam a Santa Trindade, afirmam:
1º - "Há um só Deus vivo e verdadeiro, eterno, sem corpo nem partes; de poder, sabedoria e bondade infinitos; criador e conservador de todas as coisas visíveis e invisíveis. Na unidade desta Divindade, há três pessoas de mesma substância, poder e eternidade - Pai, Filho e Espírito Santo.
2º - "O Filho, que é o verbo do Pai, verdadeiro e eterno Deus, da mesma substância do Pai, tomou a natureza humana no ventre da bendita Virgem, de maneira que duas naturezas inteiras e perfeitas, a saber, a divindade e a humanidade, se uniram em uma só pessoa para jamais se separarem, a qual pessoa é Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro Homem, que realmente sofreu, foi crucificado, morto e sepultado, para nos reconciliar com seu Pai e para ser um sacrifício não somente pelo pecado original, mas , também, pelos pecados atuais dos homens."
3º - "Cristo, na verdade, ressuscitou dentre os mortos, tomando outra vez o seu corpo com todas as coisas necessárias a uma perfeita natureza humana, com as quais subiu ao Céu e lá esta até que volte a julgar os homens, no último dia."
4º - "O Espírito Santo, que procede do Pai e do Filho, é da mesma substância, majestade e glória com o Pai e com Filho, verdadeiro e eterno Deus".
A Igreja Metodista lançou uma carta pastoral do Colégio dos Bispos Metodistas intitulada"O Espírito Santo e o movimento carismático", onde reafirma a fé no Deus trino revelado e anunciado por Jesus. Também em um outro importante documento chamado "Plano para a Vida e Missão da Igreja Metodista", a Igreja reconhece que a Missão é de Deus (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo) e também que "O Metodismo proclama que o poder do Espírito Santo é fundamental para a vida da comunidade da fé, tanto na piedade pessoal como no testemunho social (Jo 14:16-17). Somente sob a orientação do Espírito Santo pode a Igreja responder aos imperativos e exigências do Evangelho, transformando-se em meio de graça significativo e relevante às necessidades do mundo (Jo 16:7-11; At 1:8, 4:1-20).
Ou seja, aceitamos a herança trinitária da Igreja construída ao longo dos séculos, por entendermos que ela de fato expressa leal e teologicamente os ensinos de Jesus Cristo e de todas as Sagradas Escrituras.
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Rev. Ronan Boechat de Amorim, pastor da Igreja Metodista em Vila Isabel, Rio de Janeiro

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Seja muito bem vindo!

Todas as vezes que minhas convicções passam por alguma tipo de abalo eu posso ir a Deus, n'Ele os meus medos e as minhas dúvidas se dissipam; a fé se renova na presença divina.
Cada vez que outros discursos tentam obscurecer as certezas do Evangelho Social e me trazer "estranhos conceitos", eu vou aos escritos de Wesley, neles encontro a suma de décadas de estudo e meditação, no seu gigantismo espiritual me inspiro, na história da sua rotina de oração e serviço, sou conduzido novamente às fileira dos que servem e são felizes por servirem a Deus servindo a cada um dos pequeninos que diariamente acercam-nos e estendem a mão; sequiosos de Deus, sedentos de tudo.
Sou metodista logo depois de ser cristão!
                                                                               magno aquino